Trinta ciclistas. Vinte quilômetros. Uma cidade inteira atravessada por um só propósito.
No último pedal de junho, o Pedal Voluntário saiu do Hotel InterContinental com as bikes carregadas de doações e o coração ainda mais cheio de vontade de ajudar. O destino da manhã era duplo: primeiro, deixar um pouco de carinho para o Instituto CEFAS, de Sorocaba (que iríamos entregar na semana seguinte); depois, pedalar até a Horta das Corujas, na Vila Madalena, para aprender e trocar com quem transforma terra em comunidade todos os dias.
Rumo à Vila Madalena
Com as doações guardadas, o grupo seguiu pela cidade. Subimos para a Avenida Paulista naquele ritmo que só quem já pedalou no grupo conhece — conversa solta, buzina tocando, São Paulo passando ao lado. Dali, foi só seguir sentido Pinheiros, pedalando entre pessoas, faixas e um pouco de sol.
No caminho, uma parada estratégica: a padaria. Porque Pedal Voluntário também é sobre celebrar junto, e nenhum piquenique se faz sem pão fresco.
A Horta das Corujas e a Claudia
Chegando à horta, a Claudia já esperava o grupo. É dela o trabalho bonito de cuidar daquele pedaço verde no meio da cidade — plantar, colher, ensinar. Recebemos uma aula sobre o que acontece ali: como a horta funciona, o que se planta, o que se colhe, e por que espaços assim importam tanto numa cidade de concreto como São Paulo.
Depois da aula, o piquenique. Pão da padaria, conversa boa, pernas cansadas e aquela sensação de dever cumprido que só um pedal com propósito entrega.
Vinte quilômetros de solidariedade
No fim das contas, foram 20 km pedalados — mas o que ficou não se mede em distância. Ficou a solidariedade com a CEFAS, a manhã de aprendizado com a Claudia, a sombra da horta, o pão dividido entre amigos.
Esse é o Pedal Voluntário: pedalar não é só chegar a algum lugar. É chegar até alguém.
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